A (I)Racionalidade dos Homens

by - quarta-feira, outubro 12, 2016




Por muito que gosto de escrever, e tenha muita coisa a dizer sobre muitos assuntos, nunca sei bem sobre o que escrever por aqui. Por vezes sinto que não é adequado, outras simplesmente não tenho imaginação.

Desta vez decidi mostrar-vos um texto que escrevi para a aula de português e que recebeu muitos elogios da professora, sobre o uso que os seres humanos fazem da razão.

O Homem é um ser particular em muitos aspetos, mas todas as suas características ímpares devem-se sobretudo ao facto de ser detentor de uma capacidade única: o uso da razão. O Homem é o único ser capaz de pensar, de agir com racionalidade e é isso que o faz reinar entre todos os outros seres.

Esta capacidade singular tem sido utilizada ao longo dos tempos para concretizar grandes feitos.  Desde a invenção da escrita e da fundação das primeiras cidades, até às grandes obras da engenharia moderna, foram inúmeros os momentos de brilhantismo que ficam para a história da evolução da nossa sociedade. 
Enquanto sociedade inteligente esperaria-se que com a mesma mestria com que se cruzaram oceanos, se erradicaram doenças, e se deram os primeiros mergulhos no oceano intergalático, fossemos também capazes de ultrapassar as barreiras interculturais, irradicar o preconceito e desfrutar do conhecimento e da experiência de provêm dessas diferenças.
Mas apesar de toda a razão, de todos os anos de aprendizagem, experiência e evolução, entre todos os obstáculos que se nos opõem, aquele que nos impede de evoluir ainda mais, somos nós. O Homem constitui, a meu ver, o seu maior inimigo. As guerras que ainda hoje continua a travar, cada vez mais devastadoras e sangrentas, impedem que evoluamos ainda mais. 
Talvez não sejamos um ser tão racional quanto julgamos, talvez o nosso lado mais animal, mais irracional ainda nos domine, pois apesar da nossa racionalidade notória, em parte, continuamos a ser os mesmos seres primitivos de há dois milhões e meio de anos.

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