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Flor do Mar

Hoje não há direito a foto ni início do post nem a uma grande introdução com um grande propósito e um assunto super hiper mega polémico. Hoje vou só falar sobre o natal.

Natal é sinónimo de família, prendas - seria hipócrita se dissesse o contrário -, missa, comida e muitos doces. Este foi apenas mais um ano em que tudo foi como sempre é. Para mim Natal é também aniversário (da mais nova cá de casa) e, claro, é sempre festa.

Acredito que o Natal em família é sempre bom, mas quando se tem uma família grande como a minha e nos juntamos todos à volta da mesa no dia 25 para trocar os presentes, rezar e comer, e isso é feito em harmonia (tanto quanto possível) por 18 pessoas então é espetacular!

A véspera de Natal é (há 12 anos) dia de aniversário cá em casa mas é desde sempre dia de ficar na cozinha a fazer os doces de Natal. Este ano foi também ano de me dividir entre a casa da avó (para dar uma ajudinha nos preparativos do almoço de Natal) e a cozinha da mãe (como já é costume). Mentiria se dissesse que o Natal não é stressante. O dia 24 em particular e este ano não foi exceção. Mas é Natal, e como tal, ao final do dia toma-se um duche (para tirar aquele cheiro a fritos), veste-se uma roupa bonita e tenta-se esquecer as zangas do dia enquanto se está a caminho da casa da madrinha para o jantar de consoada.

Este ano a madrinha esteve connosco (está emigrada em Inglaterra) e isso tornou a noite um bocadinho mais especial. Sou particularmente chegada a ela (e Deus sabe o que me custa já não a ter aqui comigo sempre) provavelmente por ser apenas 13 anos mais velha que eu e ser como a minha irmã mais velha.

O jantar foi maravilhoso (como sempre é) num ambiente familiarmente confortável (não é tão bom quando chamamos família a pessoas que não o são de sangue?! Ter uma família alargada) que me deixa sempre de coração cheio e me faz sempre esquecer as discussões e stresses típicos de quem passa o dia na cozinha e tentar deixar tudo perfeito.

À meia noite a troca de prendas entre os presentes mais uma vez reparo no quão bem a minha madrinha me conhece. O que gosto nas trocas de presentes é que independentemente do valor monetário de algo, no fim percebemos sempre que quem nos conhece bem consegue sempre encher-nos o coração com um miminho que é a nossa cara. Este ano a minha madrinha abusou no mimo (até me fico a sentir mal) mas mais uma vez acertou em tudo!

O dia 25 começou mais tarde do que o costume por razões de sono!

Lá pelas 11h lá saímos da cama e fomos abrir os presentes. Os da casa e os já cá deixados previamente pelos amigos. E bem... não posso deixar de gabar os três livros lindos que recebi: 
  • Diz-lhe que não, Helena Magalhães (que já queria há algum tempo) (aproveitem e visitem o blog dela www.helenamagalhaes.com)
  • Mil vezes adeus, John Green (amo o que este homem escreve, e pronto, tenho todos!)
  • 13 Reasons Why, Jay Asher (vi a série e já agora, calha bem ler a história "original")
Depois seguiu para casa da avó para estar com a família lá se deu, antes do almoço, a ronda da abertura de prendas dos 9 netos. Depois almocinho em família e depois enquanto nós (a pequenada) vamos para a sala jogar, conversar ou apenas dormir, os adultos ficam na sala de jantar pela tarde dentro.

Entretanto são 17h e a avó quer ir à missa. Vamos os da minha casa e a avó. Os restantes ficam a arrumar a cozinha (contra todas as indicações da avó) e entretanto passou mais um Natal. Se foi perfeito...? Não, nunca é. Se foi bom? Foi, mas também já douve melhores, talvez quando era mais pequena, a avó era menos velha, não pairava a sombra da morte (neste último mês morreram várias pessoas próximas da família e inevitavelmente isso sente-se em alturas como esta), e ainda pairava sobre mim aquela inocência e ingenuidade que me faziam acreditar na magia do natal.

E o vosso natal como foi?
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Talvez pensem que sou uma rapariga solitária, pelo que escrevo por aqui, mas os meus (verdadeiros) amigos sabem que sou eu quem normalmente liga ou manda mensagem a dizer "temos de ir beber um café" ou "vamos comer um gelado" que é a minha maneira de dizer "estou cheia de saudades tuas".

Talvez no passado me tenha querido isolar o mais possível de tudo e todos (ainda há dias em que quero, é normal) mas com o tempo e a vivência aprendi que rodearmo-nos das pessoas de quem gostamos faz bem e é mais terapêutico que qualquer droga receitada por um médico.

Por isso nada de "Ah, devo estar a incomodar" e "Ah sou uma chata"! Se forem mesmo vossos amigos, o mais certo é também terem saudades vossas e, afinal, o pior que pode acontecer é ouvirem um "Desculpa mas ando cheio de coisas, não vai dar" mas se a pessoa gostar mesmo de vocês, o que vai dizer é "olha porque é que não combinamos antes para dia X, depois da minha frequência?!". Se a pessoa não mostrar interesse em estar com vocês então não é vosso amigo e nem é alguém valha realmente a pena ter na vossa vida.

Porque sabe tão bem estar uma hora ou duas à conversa num bar perdido de esquina a beber um café ou chá ou até mesmo uma somersby com um amigo enquanto se conversa... podem ser grupos ou só eu e tu, e sabe sempre bem, sabe sempre a família, sabe sempre a um aconchego da alma.

Nem sei bem de onde é que este post veio, mas senti que devia partilhar.

















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Os leitores que me têm acompanhado (ainda que escreva cada vez menos) já devem conhecer o projeto A Cultura Mora Aqui. Mas para quem não conhece, resumidamente, é um conjunto de posts mensais de um grupo de bloggers sobre um tema específico, e qualquer um pode participar!

O tema deste mês são os sentimentos! Não, não me vou para aqui a falar amor e lamechices tais, características deste mês em que parece que todos os adolescentes encontram a sua alma gémea (mais que não seja só por um mês) exceto eu!

Mas saltando essa parte à frente... (e porque hoje até estou bem disposta e por isso acho que este post vai estar cheio de piadas e ironia...), hoje venho-vos falar sobre o voluntariado que fiz para a Cidade Europeia do Desporto.

Oh Margarida, então mas e o que é que isso tem haver com sentimentos?! perguntam vocês... bem, vou contar-vos o que é que esta experiência enriquecedora me fez sentir e algumas das coisas que aprendi e vou também dar alguns conselhos para quem pensar um dia envolver-se em projetos deste género.

But first things, first...

Setúbal foi eleita a Cidade Europeia do Desporto para 2016. Como tal, e devido ao apoio que ia ser necessário para todos os eventos planeados, a câmara abriu uma bolsa de voluntariado, na qual qualquer um se podia inscrever, apartir dos 16 anos. And I did it!

Tenho a dizer-vos que, apesar de muitas vezes as coisas não terem corrido da melhor forma (porque ser voluntário em eventos cheios de gente importante é complicado) foi uma experiência bastante gratificante da qual trago imensos amigos e aprendi a lidar com algumas situações de tensão de melhor maneira.

Houve situações de grande stress nomeadamente na final de futebol de praia onde o tempo de jogo é bastante curto e qualquer bola fora que demore muito tempo a ser posta em campo pode prejudicar grandemente uma das equipas. Ora, quem é que são os atira-bolas?! Os voluntários, claro. E quem são as pessoas mais fáceis de culpar sempre quando alguma coisa corre mal?! Os voluntários! Houve inclusivamente uma situação em que um jogador que estava no banco começou a gritar comigo por algo que nem era da minha responsabilidade. Ora, à primeira vez encolhi-me e acatei, mas no intervalo fui falar com o responsável pelos voluntários que foi falar com o jogador (que reagiu igualmente mal com o meu superior, e que mais tarde acabou por ser expulso por ofender os árbitros da partida) e eu fui para uma outra ponta onde não havia ninguém para gritar comigo e tudo correu bem.

Nesta situação senti-me frustrada e intimidada porque estão a imaginar o que é eu, uma gaja com menos de 40kg, e um atleta profissional, com mais do dobro do meu tamanho e peso, right?!

Também houve situações em que trabalhei cerca de 10h por dia (três dias seguidos) e nem almoço me pagaram...

Os voluntários são muitas vezes desvalorizados, mas a verdade é que sem nós há muitas coisas que não seriam possíveis, coisas que podem parecer absolutamente insignificantes mas que se não existirem é tudo uma grande confusão.

Bem... se tiverem oportunidade de participar em alguma iniciativa do género, façam-no! A sério!

Aqui ficam alguns blogs do projeto ACMA e o contacto da coordenadora (Ju) para contactarem caso queiram participar!

Girly Girls Think Pink || My Boulevard || Chique e Geek || Cinderela Aventureira

Cor Sem Fim
corsemfim@gmail.com
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[ESCRITO ALGURES EM MARÇO 2016]


Nunca quis ver, porque era mais fácil. Sempre soube, e sempre ignorei. Porque sempre soube que só me trarias sofrimento. Não tu, esta maldita distância. Esta injustiça. Sempre esperei que passasse. Tentei enganar-me, enganar este sentimento. E pensei que o tinha conseguido, que a atração pelos outros tinha conseguido despistar o verdadeiro sentimento que tenho por ti, que o meu coração se tivesse esquecido onde fica o norte. Mas não.

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[ESCRITO ALGURES EM SETEMBRO 2016]

Vem aí mais um regresso às aulas. Mais um ano a aturar os mesmos malucos e de ter as mesmas conversas. Mais uma ano a seguir a mesma rotina sempre nos mesmos sítios, sempre com as mesmas pessoas, sempre a fazer as mesmas coisas.

Mesmo após estes quase três meses de férias ainda não consegui tirar o stress das aulas do meu sistema. Agora que consigo adormecer antes da 1h da manhã e dormir pouco mais que as 9h é que tenho de voltar a rotina. Levantar cedo e estudar até tarde, ter a certeza de que tenho todos os apontamentos, escrever todos os resumos, andar de umas salas para as outras e assistir o mais atentamente às aulas. Por fim fazer testes e ver que apesar de todo o estudo o esforço não foi o suficiente. Viver oprimido por objetivos cada vez mais inconcretizáveis e abdicar de algumas coisas por coisas que chEgas ao fim e vês que não valia a pena.
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[ESCRITO ALGURES ENTRE SETEMBRO E OUTUBRO 2016] 
Já tinha saudades loucas de deixar os dedos voar sobre as letras do teclado e ver as palavras a surgir no ecrã à minha frente. Já tinha saudades de ver os meus gritos ganhar forma no computador. A miúda que aqui escrevia tirou umas férias. Está cansada, provavelmente doente e deixou a miúda que vos escreve sem saber o que fazer da vida. 
Esta miúda que vos escreve está apaixonada por um rapaz de quem nunca vai ter nada porque se conheceram no momento certo... mas as palavras que não foram ditas foram as mais importantes de sempre. Disseram-nas dois meses mais tarde quando já muito tinha acontecido. Agora andam nos desenganos e desencontros... nas meias palavras porque a situação é complicado e não sabem se algum dia deixará de o ser. Há situações que são complicadas por muitas razões, esta é uma delas.
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Margarida. 17 anos. Setúbal, Portugal.

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