Sobre o Natal

by - terça-feira, dezembro 26, 2017

Hoje não há direito a foto ni início do post nem a uma grande introdução com um grande propósito e um assunto super hiper mega polémico. Hoje vou só falar sobre o natal.

Natal é sinónimo de família, prendas - seria hipócrita se dissesse o contrário -, missa, comida e muitos doces. Este foi apenas mais um ano em que tudo foi como sempre é. Para mim Natal é também aniversário (da mais nova cá de casa) e, claro, é sempre festa.

Acredito que o Natal em família é sempre bom, mas quando se tem uma família grande como a minha e nos juntamos todos à volta da mesa no dia 25 para trocar os presentes, rezar e comer, e isso é feito em harmonia (tanto quanto possível) por 18 pessoas então é espetacular!

A véspera de Natal é (há 12 anos) dia de aniversário cá em casa mas é desde sempre dia de ficar na cozinha a fazer os doces de Natal. Este ano foi também ano de me dividir entre a casa da avó (para dar uma ajudinha nos preparativos do almoço de Natal) e a cozinha da mãe (como já é costume). Mentiria se dissesse que o Natal não é stressante. O dia 24 em particular e este ano não foi exceção. Mas é Natal, e como tal, ao final do dia toma-se um duche (para tirar aquele cheiro a fritos), veste-se uma roupa bonita e tenta-se esquecer as zangas do dia enquanto se está a caminho da casa da madrinha para o jantar de consoada.

Este ano a madrinha esteve connosco (está emigrada em Inglaterra) e isso tornou a noite um bocadinho mais especial. Sou particularmente chegada a ela (e Deus sabe o que me custa já não a ter aqui comigo sempre) provavelmente por ser apenas 13 anos mais velha que eu e ser como a minha irmã mais velha.

O jantar foi maravilhoso (como sempre é) num ambiente familiarmente confortável (não é tão bom quando chamamos família a pessoas que não o são de sangue?! Ter uma família alargada) que me deixa sempre de coração cheio e me faz sempre esquecer as discussões e stresses típicos de quem passa o dia na cozinha e tentar deixar tudo perfeito.

À meia noite a troca de prendas entre os presentes mais uma vez reparo no quão bem a minha madrinha me conhece. O que gosto nas trocas de presentes é que independentemente do valor monetário de algo, no fim percebemos sempre que quem nos conhece bem consegue sempre encher-nos o coração com um miminho que é a nossa cara. Este ano a minha madrinha abusou no mimo (até me fico a sentir mal) mas mais uma vez acertou em tudo!

O dia 25 começou mais tarde do que o costume por razões de sono!

Lá pelas 11h lá saímos da cama e fomos abrir os presentes. Os da casa e os já cá deixados previamente pelos amigos. E bem... não posso deixar de gabar os três livros lindos que recebi: 
  • Diz-lhe que não, Helena Magalhães (que já queria há algum tempo) (aproveitem e visitem o blog dela www.helenamagalhaes.com)
  • Mil vezes adeus, John Green (amo o que este homem escreve, e pronto, tenho todos!)
  • 13 Reasons Why, Jay Asher (vi a série e já agora, calha bem ler a história "original")
Depois seguiu para casa da avó para estar com a família lá se deu, antes do almoço, a ronda da abertura de prendas dos 9 netos. Depois almocinho em família e depois enquanto nós (a pequenada) vamos para a sala jogar, conversar ou apenas dormir, os adultos ficam na sala de jantar pela tarde dentro.

Entretanto são 17h e a avó quer ir à missa. Vamos os da minha casa e a avó. Os restantes ficam a arrumar a cozinha (contra todas as indicações da avó) e entretanto passou mais um Natal. Se foi perfeito...? Não, nunca é. Se foi bom? Foi, mas também já douve melhores, talvez quando era mais pequena, a avó era menos velha, não pairava a sombra da morte (neste último mês morreram várias pessoas próximas da família e inevitavelmente isso sente-se em alturas como esta), e ainda pairava sobre mim aquela inocência e ingenuidade que me faziam acreditar na magia do natal.

E o vosso natal como foi?

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1 comentários

  1. Temos um natal particularmente parecido e também recebi o livro do 13 reasons why! haha

    -Abby (Simplicity)

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