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Flor do Mar

Hoje não há direito a foto ni início do post nem a uma grande introdução com um grande propósito e um assunto super hiper mega polémico. Hoje vou só falar sobre o natal.

Natal é sinónimo de família, prendas - seria hipócrita se dissesse o contrário -, missa, comida e muitos doces. Este foi apenas mais um ano em que tudo foi como sempre é. Para mim Natal é também aniversário (da mais nova cá de casa) e, claro, é sempre festa.

Acredito que o Natal em família é sempre bom, mas quando se tem uma família grande como a minha e nos juntamos todos à volta da mesa no dia 25 para trocar os presentes, rezar e comer, e isso é feito em harmonia (tanto quanto possível) por 18 pessoas então é espetacular!

A véspera de Natal é (há 12 anos) dia de aniversário cá em casa mas é desde sempre dia de ficar na cozinha a fazer os doces de Natal. Este ano foi também ano de me dividir entre a casa da avó (para dar uma ajudinha nos preparativos do almoço de Natal) e a cozinha da mãe (como já é costume). Mentiria se dissesse que o Natal não é stressante. O dia 24 em particular e este ano não foi exceção. Mas é Natal, e como tal, ao final do dia toma-se um duche (para tirar aquele cheiro a fritos), veste-se uma roupa bonita e tenta-se esquecer as zangas do dia enquanto se está a caminho da casa da madrinha para o jantar de consoada.

Este ano a madrinha esteve connosco (está emigrada em Inglaterra) e isso tornou a noite um bocadinho mais especial. Sou particularmente chegada a ela (e Deus sabe o que me custa já não a ter aqui comigo sempre) provavelmente por ser apenas 13 anos mais velha que eu e ser como a minha irmã mais velha.

O jantar foi maravilhoso (como sempre é) num ambiente familiarmente confortável (não é tão bom quando chamamos família a pessoas que não o são de sangue?! Ter uma família alargada) que me deixa sempre de coração cheio e me faz sempre esquecer as discussões e stresses típicos de quem passa o dia na cozinha e tentar deixar tudo perfeito.

À meia noite a troca de prendas entre os presentes mais uma vez reparo no quão bem a minha madrinha me conhece. O que gosto nas trocas de presentes é que independentemente do valor monetário de algo, no fim percebemos sempre que quem nos conhece bem consegue sempre encher-nos o coração com um miminho que é a nossa cara. Este ano a minha madrinha abusou no mimo (até me fico a sentir mal) mas mais uma vez acertou em tudo!

O dia 25 começou mais tarde do que o costume por razões de sono!

Lá pelas 11h lá saímos da cama e fomos abrir os presentes. Os da casa e os já cá deixados previamente pelos amigos. E bem... não posso deixar de gabar os três livros lindos que recebi: 
  • Diz-lhe que não, Helena Magalhães (que já queria há algum tempo) (aproveitem e visitem o blog dela www.helenamagalhaes.com)
  • Mil vezes adeus, John Green (amo o que este homem escreve, e pronto, tenho todos!)
  • 13 Reasons Why, Jay Asher (vi a série e já agora, calha bem ler a história "original")
Depois seguiu para casa da avó para estar com a família lá se deu, antes do almoço, a ronda da abertura de prendas dos 9 netos. Depois almocinho em família e depois enquanto nós (a pequenada) vamos para a sala jogar, conversar ou apenas dormir, os adultos ficam na sala de jantar pela tarde dentro.

Entretanto são 17h e a avó quer ir à missa. Vamos os da minha casa e a avó. Os restantes ficam a arrumar a cozinha (contra todas as indicações da avó) e entretanto passou mais um Natal. Se foi perfeito...? Não, nunca é. Se foi bom? Foi, mas também já douve melhores, talvez quando era mais pequena, a avó era menos velha, não pairava a sombra da morte (neste último mês morreram várias pessoas próximas da família e inevitavelmente isso sente-se em alturas como esta), e ainda pairava sobre mim aquela inocência e ingenuidade que me faziam acreditar na magia do natal.

E o vosso natal como foi?
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Após alguns meses afastada, decidi voltar ao projeto A Cultura Mora Aqui. Basicamente este é um projeto maravilhoso coordenado pela fantástica Ju (do blog Cor Sem Fim) e que todos os meses nos desafia a escrever sobre um novo tema. Normalmente são temas que nos incentivam a sair da zona de conforto, a refletir, e a fugir à norma de post "comercial" que cada vez mais se encontra na blogosfera. Para saberes mais sobre este projeta entra em contacto pelo facebook ou pelo e-mail acma.cultura@gmail.com.

O tema escolhido para este último mês de 2017 foi AMBIÇÃO. Como tal decidi primeiramente ir pesquisar qual o significado da palavra no dicionário priberam e eis o resultado:


Ou seja, ser detentor desta qualidade, de ambição, tanto pode ser encarado como algo positivo como como algo negativo. Do meu ponto de vista o que distingue o positivo do negativo é a medida em que se utiliza a ambição e a maneira como pretendemos alcançar os nossos objetivos.

E como sou uma apaixonada pelos filmes da Disney decidi ilustrar estes dois tipos de ambição com personagens destes filmes intemporais.

1. AMBIÇÃO = AVIDEZ, COBIÇA
|| Cruella de Vile (101 Dálmatas) || Ursula (A Pequena Sereia) || Governador Ratcliffe (Pocahontas) ||
|| Mãe/bruxa (Entrelaçados) || Madrasta/bruxa (A Branca de Neve) ||

Escolhi estes vilões para representar a avidez e a cobiça da ambição de algumas pessoas. Qualquer um destes personagens estava disposto a tudo para alcançar o seu objetivo:
  • Cruella mataria quantos dálmatas fossem necessários para fazer o seu casaco;
  • A Ursula quer para si a voz de Ariel, força-a a assinar um contrato e faz tudo quanto pode para que esta não consiga beijar o príncipe (e Ariel recuperaria a sua voz);
  • Governador Ratcliffe quer enriquecer e está disposto a escravizar os índios nativos da região, destruir a floresta e matar todos os que se lhe opuserem;
  • A bruxa que rapta Rapunzel e a que esta reconhece como "mãe" aprisiona-a há 18 anos para gozar dos poderes mágicos do seu cabelo que lhe concedem a juventude eterna;
  • A madrasta de Branca de Neve ambiciona ser a mais bela e quando o seu espelho lhe responde que a mais bela é Branca de Neve esta manda um caçador matá-la e trazer-lhe o seu coração como prova.
Infelizmente não é algo que  apenas dos filmes da Disney e nem sempre o problema se resolve. Este tipo de ambição leva-nos a não querer saber quem prejudicamos e magoamos desde que consigamos ver a nossa ânsia de sucesso, poder e reconhecimento saciada.

Muita atenção pessoal, ninguém quer sair prejudicado por estas pessoas, por isso certifiquem-se de que não se tornam nessa pessoa também. Não tem mal querer enriquecer, ser mais bonito, parecer mais jovem, ter mais poder, desde que para isso não tenhamos de espezinhar todos os que estiverem no nosso caminho.

2. AMBIÇÃO = ASPIRAÇÃO
|| Vaiana (ou Moana) || Mérida (Brave Indomável) || Simba (O Rei da Selva) || Rapunzel (Entrelaçados) || Mulan (Mulan) ||
Desta vez, a ambição destes personagens é algo positivo, uma força que os move, algo maior que pretendem alcançar para um bem maior. Uma causa nobre até, se quisermos ver as coisas dessa maneira:

  • Vaiana ambiciona encontrar a ilha lendária e ultrapassa todos os obstáculos para o conseguir;
  • Desde o início da história Mérida revela-se uma personagem ambiciosa ao querer demonstra que não é por ser mulher que é menos que os homens. Apesar de ao longo da história o objetivo se alterar, a ambição mantém-se;
  • Simba ambiciona recuperar o seu lugar como rei da selva e afastar do poder o seu tio que aterroriza todos;
  • A ambição de Rapunzel é tão simples como querer ver as lanternas serem lançadas para o céu, não fosse ela estar aprisionada numa torre e ter medo do desconhecido mundo exterior, acabando por vencer esses medos e ajudando todos no seu caminho;
  • Mulan consegue tornar-se num dos melhores guerreiros do exército Chinês e salvar o imperador.
Claro que, mais uma vez, a vida não é como nas animações da Disney e nem tudo nos é tão fácil como nos filmes mas eu ainda sou das que acredita que com muita garra, determinação e um bom coração tudo é possível. 
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Acho que não preciso de nomear, vocês sabem quem são. Obrigada minhas fofinhas por continuarem do meu lado, por me apoiarem cada vez mais e mais, por me aturarem os dramas amorosos mesmo que já passe da hora de deitar. Obrigada pelos abraços, obrigada pelos desabafos e obrigada também pelo confiança.

Tenho um enorme orgulho na nossa amizade. Não têm noção...

A. obrigada por me teres vindo abraçar (mesmo sem me conhecer) (aquela mensagem soube a um abraço) quando estava no meu pior... quando não sabia o que fazer. E obrigada por teres empenhado nesta relação. Obrigada pelo passado, e obrigada pelo presente. Gosto muito muito muito de ti.

I. primeiramente obrigada por teres ultrapassado a imagem que tinhas de mim e por teres disposto a conhecer-me de verdade quando a oportunidade surgiu. Obrigada pelas conversas blogueiras e por me dizeres sempre a verdade (mesmo quando dói). You're one of a kind, may your dreams come true.

Obrigada às duas, e desculpem lá esta paneleirice, mas vocês já sabem o que a casa gasta... Jojó, não fiques com ciúmes, não te a roubo, também goto muito de ti.
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...ou 17 anos, 7 meses e 7 dias.



Hoje venho aqui manifestar a minha incredulidade perante o facto e a tomada de consciência de que dentro de 146 dias me torno, legalmente, independente, maior, adulta. Dentro de 146 dias faço 18 anos!

Ainda não estou bem em mim, passei anos à espera deste dia, à espera que a vida avançasse, que andasse mais depressa, que corresse, saltasse se pudesse estes últimos anos infernais. E agora não sei se quero.

Não é que não queira, mas não sei se quero.

Passando à frente as típicas mensagens de aniversário (já podes ir presa, beber, comprar tabaco, votar, tirar a carta, etc), com os 18 vem (ou devia vir) uma tomada de consciência de que a partir desse momento nos tornamos parte de algo maior: uma sociedade! Não é que até aqui não o fossemos ainda, mas a partir desse dia passa-se a ter uma palavra, um voto, uma influência.

Ou assim espero que seja...

Receio não estar à altura do desafio, mas afinal, acredito que aos 18 anos poucos estejam. Afinal 6575 dias são apenas um número arbitrário em que alguém acho que já éramos suficientemente adultos para tomar decisões...
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Talvez pensem que sou uma rapariga solitária, pelo que escrevo por aqui, mas os meus (verdadeiros) amigos sabem que sou eu quem normalmente liga ou manda mensagem a dizer "temos de ir beber um café" ou "vamos comer um gelado" que é a minha maneira de dizer "estou cheia de saudades tuas".

Talvez no passado me tenha querido isolar o mais possível de tudo e todos (ainda há dias em que quero, é normal) mas com o tempo e a vivência aprendi que rodearmo-nos das pessoas de quem gostamos faz bem e é mais terapêutico que qualquer droga receitada por um médico.

Por isso nada de "Ah, devo estar a incomodar" e "Ah sou uma chata"! Se forem mesmo vossos amigos, o mais certo é também terem saudades vossas e, afinal, o pior que pode acontecer é ouvirem um "Desculpa mas ando cheio de coisas, não vai dar" mas se a pessoa gostar mesmo de vocês, o que vai dizer é "olha porque é que não combinamos antes para dia X, depois da minha frequência?!". Se a pessoa não mostrar interesse em estar com vocês então não é vosso amigo e nem é alguém valha realmente a pena ter na vossa vida.

Porque sabe tão bem estar uma hora ou duas à conversa num bar perdido de esquina a beber um café ou chá ou até mesmo uma somersby com um amigo enquanto se conversa... podem ser grupos ou só eu e tu, e sabe sempre bem, sabe sempre a família, sabe sempre a um aconchego da alma.

Nem sei bem de onde é que este post veio, mas senti que devia partilhar.

















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Há muito tempo que não consigo escrever. Há demasiado, para dizer a verdade. Mas talvez esse seja um efeito secundário desta minha depressão. Deixo também aqui explícito que a partir deste dia sei que não escrevo apenas para desconhecidos e amigos virtuais, a partir de hoje sei que estou também a escrever para a minha irmã de 12 anos (meu amor, peço-te desculpa por tudo o que eventualmente já leste acerca de mim e que não sabias até aí. Desculpa porque te amo e não queria que soubesses, não queria que sofresses).

Mas decidi que hoje é dia de falar a minha verdade. Hoje é dia de explicar a minha pessoa (sobretudo a ti, porque sei que esta é a conversa que nunca conseguiremos ter). Hoje é dia de clarificar o que sou e o que sinto, porque já o devia ter feito há mais tempo, porque ao descomplicar os sentimentos, ao po-los por escrito, estou também a descomplexá-los na minha cabeça. É como se saísse do meu corpo, deixasse de ser eu o problema, e passasse a olhá-lo a partir de fora, como se olhasse para outra pessoa.


Mal sabia eu o que estava por vir...
... não foi culpa de ninguém!


Há coisas que estão geneticamente destinadas a acontecer... e a depressão foi só mais uma característica que veio impressa no meu genoma tal como os meus olhos castanhos e o cabelo ondulado.

Inicialmente era só um sussurro que vinha lá do fundo de um recanto sombrio e longínquo. Mas com o tempo esse sussurro foi-se transformando numa voz segura, já não estava num recanto longínquo. Disse-me que me afastasse dos outros, que só lhes causava sofrimento, que todos estariam melhor sem mim, e eu, coitada, com 12 anos fui acreditando e obedecendo.


Durante anos culpei-me por tudo...
...hoje sei que não podia ter feito nada!


Entre o início e o agora passaram já muitos anos. Muitos anos, muitos traumas, muitos choros, muito sangue, muitas cicatrizes, muitas zangas e sobretudo muitos pensamentos. Já tomei comprimidos e eventualmente acabei por ser diagnosticada com depressão (já tardiamente) em certa altura.


Mas o que é a depressão?


Ter depressão não é "fazer-se coitadinho, vítima" e não se cura por "mudar o olhar sobre a vida", e também não é só estar triste durante uns dias por alguma razão em concreto.

Depressão é algo bem mais complexo do que isso.

A depressão é, para mim, um turbilhão de sentimentos e emoções negativos que me tomam de uma maneira incontrolável e avassaladora. Há dias em que a simples tarefa de sair da cama e cumprir a rotina matinal se traduz numa dor acutilante que me paralisa. E tudo isto por razão nenhuma. Abrir os olhos pela manhã e sentir-me como se não os tivesse fechado durante toda a noite. É um cansaço da alma sem qualquer explicação fácil.

Mas não é constante. Tem fases. Altos e baixos, consigo parecer bem a grande maioria do tempo. Mas isso não quer dizer que esteja tudo bem, e temos de parar de dizer que só está deprimido quem quer. Sim, consigo controlá-lo, às vezes... nem sempre. Aprendi a desenvolver mecanismos de "sobrevivência", o que não impede que a doença lá continue.

E peço desculpa se isto foi só mais uma dissertação sem sentido... mas precisa de expor aqui isto. Obrigada.
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Estou cansada! Desculpem dizer isto assim mas é a mais pura das verdades. Estou cansada de viver num "país desenvolvido" e tão "livre de preconceito" e ainda assim ter de pensar duas vezes antes de sair de casa não vá dar-se o caso de estar vestida de maneira provocante por ter uma saia mais curta ou um decote maior ou uma camisola mais justa ou simplesmente porque hoje não me apeteceu usar sutiã! Cansada de ter necessidade fechar o casaco quando uso uma camisola mais curta ou uma camisa mais decotada e passo em frente a um café. Sabem, estou só cansada da mentalidade retrógrada da sociedade em que vivemos, onde a culpa é sempre da mulher que, apesar de vítima, devia sempre ter tido mais cuidado ou agido de maneira diferente, ou vestido algo mais discreto. Estou cansada porque a minha mãe me diz que ando a brincar com o fogo porque gosto de saias e tops, maquilhagem e saltos altos, porque digo o que penso e o que não gosto. E não gosto de machismo nem de injustiças, e digo-o, e me olham de lado por isso. Estou cansada... mas não mudo! 
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[ESCRITO A 24 FEVEREIRO 2014]
...quando tinha 13 anos...
...perdido num velho caderno que hoje decidi abrir...

"E quando a vontade de escrever for maior que a vontade de dormir, escreve. Escreve o que sentes, desabafa.
Se quiseres escrever sobre a tristeza e a solidão, escreve.
Se quiseres escrever sobre a alegria e a felicidade, escreve.
Se quiseres escrever sobre a vida e a morte escreve.
O importante é que escrevas para que não guardes dentro de ti aquilo que não podes, ou não tens coragem de dizer."

E não se esqueçam de dar um abraço à vossa mãe hoje...
Feliz dia da Mãe.
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Resultado de imagem para women day tumblr

Segundo o dicionário...

mu·lher (latim mulier, -eris) substantivo feminino
1. Ser humano do sexo feminino.
2. Pessoa adulta do sexo feminino.
3. Pessoa do sexo feminino casada com outra, em relação a esta. = CÔNJUGE, ESPOSA
4. Pessoa do sexo feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual. = COMPANHEIRA

Mas... não será ser mulher mais do que apenas uma condição física...? A ausência de um pénis à nascença e a presença de mamas na puberdade?!

Quantas vezes cada uma de nós já não foi considerada inferior a um rapaz simplesmente por ele ser rapaz e nós raparigas?! Quantas vezes cada uma nós já não teve de aturar aquelas piadinhas machistas sobre "voltar para a cozinha" de algum professor ou num grupo de amigos homens?! Quantas vezes cada uma de nós já não ouviu dos pais ou amigos que "a saia é muito curta" ou "o decote muito grande" e que era por isso que depois "as coisas" acontecem?! Quantos relatos de mulheres violadas serem culpabilizadas porque "estavam bêbedas" ou "vestidas assim" e por isso "estavam a pedi-las"?!

Provavelmente mais de muitas, mais do que as supostas, mais do que aquelas que devem ser consideráveis aceitáveis. Provavelmente ser mulher não deveria significar ouvir tudo isto. Não deveria significar baixar a cabeça e sentir desconfortável quando se passa sozinha numa rua cheia de homens. Não deveria significar sentir-se sempre inferior a qualquer homem só por ser homem e eu ser mulher.

Mas não me entendam mal, ser mulher é algo maravilhoso. Ser mulher é ter o dom de dar vida, de criar vida... Ser mulher é ter uma capacidade transcendente de amar, é saber chorar e saber ser forte, é saber que temos de fazer o dobro para ser visto como igual.

Porque é que se parte do pressuposto que a mulher deve ser quem cuida dos filhos, da casa, cozinha, vai às compras, ainda que tenha o seu próprio emprego, e é o homem quem deve ter o melhor salário e sustentar maioritariamente a família?! Porque é que a mulher é vista como tão delicada que precisa de um homem a seu lado para que a sua vida ganhe o mínimo de sentido?! Porque é que no mundo em que vivemos ainda há mulheres a serem condenadas porque foram violadas?! Porque é que as nossas mães e avós nos ensinam a cozinhar, lavar roupa, passar a ferro, coser, fazer a lida da casa, mas não aos nossos irmãos?! Porque é que sendo mulher tenho de ter cuidado com o que visto, e não é o meu colega que tem de ter tento nas mãos e palavras?!

Então mas... o que é ser mulher?! Só sei que ainda não o sou aos meus 16 (quase 17) anos. Não o sou porque ainda não me vejo como tal. Mas sei que o serei. E sei que essa é talvez uma das mais difíceis condições que terei de enfrentar porque, apesar de ter nascido num país onde a desigualdade é menor (mas ainda assim existente), acredito que só estarei segura quando souber que se tivesse nascido mulher num outro qualquer ponto do mundo não seria mutilada, ou julgada, ou condicionada, aprisionada, por ser aquilo que de mais belo se pode ser... SER MULHER!
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Os leitores que me têm acompanhado (ainda que escreva cada vez menos) já devem conhecer o projeto A Cultura Mora Aqui. Mas para quem não conhece, resumidamente, é um conjunto de posts mensais de um grupo de bloggers sobre um tema específico, e qualquer um pode participar!

O tema deste mês são os sentimentos! Não, não me vou para aqui a falar amor e lamechices tais, características deste mês em que parece que todos os adolescentes encontram a sua alma gémea (mais que não seja só por um mês) exceto eu!

Mas saltando essa parte à frente... (e porque hoje até estou bem disposta e por isso acho que este post vai estar cheio de piadas e ironia...), hoje venho-vos falar sobre o voluntariado que fiz para a Cidade Europeia do Desporto.

Oh Margarida, então mas e o que é que isso tem haver com sentimentos?! perguntam vocês... bem, vou contar-vos o que é que esta experiência enriquecedora me fez sentir e algumas das coisas que aprendi e vou também dar alguns conselhos para quem pensar um dia envolver-se em projetos deste género.

But first things, first...

Setúbal foi eleita a Cidade Europeia do Desporto para 2016. Como tal, e devido ao apoio que ia ser necessário para todos os eventos planeados, a câmara abriu uma bolsa de voluntariado, na qual qualquer um se podia inscrever, apartir dos 16 anos. And I did it!

Tenho a dizer-vos que, apesar de muitas vezes as coisas não terem corrido da melhor forma (porque ser voluntário em eventos cheios de gente importante é complicado) foi uma experiência bastante gratificante da qual trago imensos amigos e aprendi a lidar com algumas situações de tensão de melhor maneira.

Houve situações de grande stress nomeadamente na final de futebol de praia onde o tempo de jogo é bastante curto e qualquer bola fora que demore muito tempo a ser posta em campo pode prejudicar grandemente uma das equipas. Ora, quem é que são os atira-bolas?! Os voluntários, claro. E quem são as pessoas mais fáceis de culpar sempre quando alguma coisa corre mal?! Os voluntários! Houve inclusivamente uma situação em que um jogador que estava no banco começou a gritar comigo por algo que nem era da minha responsabilidade. Ora, à primeira vez encolhi-me e acatei, mas no intervalo fui falar com o responsável pelos voluntários que foi falar com o jogador (que reagiu igualmente mal com o meu superior, e que mais tarde acabou por ser expulso por ofender os árbitros da partida) e eu fui para uma outra ponta onde não havia ninguém para gritar comigo e tudo correu bem.

Nesta situação senti-me frustrada e intimidada porque estão a imaginar o que é eu, uma gaja com menos de 40kg, e um atleta profissional, com mais do dobro do meu tamanho e peso, right?!

Também houve situações em que trabalhei cerca de 10h por dia (três dias seguidos) e nem almoço me pagaram...

Os voluntários são muitas vezes desvalorizados, mas a verdade é que sem nós há muitas coisas que não seriam possíveis, coisas que podem parecer absolutamente insignificantes mas que se não existirem é tudo uma grande confusão.

Bem... se tiverem oportunidade de participar em alguma iniciativa do género, façam-no! A sério!

Aqui ficam alguns blogs do projeto ACMA e o contacto da coordenadora (Ju) para contactarem caso queiram participar!

Girly Girls Think Pink || My Boulevard || Chique e Geek || Cinderela Aventureira

Cor Sem Fim
corsemfim@gmail.com
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[ESCRITO ALGURES EM MARÇO 2016]


Nunca quis ver, porque era mais fácil. Sempre soube, e sempre ignorei. Porque sempre soube que só me trarias sofrimento. Não tu, esta maldita distância. Esta injustiça. Sempre esperei que passasse. Tentei enganar-me, enganar este sentimento. E pensei que o tinha conseguido, que a atração pelos outros tinha conseguido despistar o verdadeiro sentimento que tenho por ti, que o meu coração se tivesse esquecido onde fica o norte. Mas não.

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[ESCRITO ALGURES EM SETEMBRO 2016]

Vem aí mais um regresso às aulas. Mais um ano a aturar os mesmos malucos e de ter as mesmas conversas. Mais uma ano a seguir a mesma rotina sempre nos mesmos sítios, sempre com as mesmas pessoas, sempre a fazer as mesmas coisas.

Mesmo após estes quase três meses de férias ainda não consegui tirar o stress das aulas do meu sistema. Agora que consigo adormecer antes da 1h da manhã e dormir pouco mais que as 9h é que tenho de voltar a rotina. Levantar cedo e estudar até tarde, ter a certeza de que tenho todos os apontamentos, escrever todos os resumos, andar de umas salas para as outras e assistir o mais atentamente às aulas. Por fim fazer testes e ver que apesar de todo o estudo o esforço não foi o suficiente. Viver oprimido por objetivos cada vez mais inconcretizáveis e abdicar de algumas coisas por coisas que chEgas ao fim e vês que não valia a pena.
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[ESCRITO ALGURES ENTRE SETEMBRO E OUTUBRO 2016] 
Já tinha saudades loucas de deixar os dedos voar sobre as letras do teclado e ver as palavras a surgir no ecrã à minha frente. Já tinha saudades de ver os meus gritos ganhar forma no computador. A miúda que aqui escrevia tirou umas férias. Está cansada, provavelmente doente e deixou a miúda que vos escreve sem saber o que fazer da vida. 
Esta miúda que vos escreve está apaixonada por um rapaz de quem nunca vai ter nada porque se conheceram no momento certo... mas as palavras que não foram ditas foram as mais importantes de sempre. Disseram-nas dois meses mais tarde quando já muito tinha acontecido. Agora andam nos desenganos e desencontros... nas meias palavras porque a situação é complicado e não sabem se algum dia deixará de o ser. Há situações que são complicadas por muitas razões, esta é uma delas.
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Queridos seguidores (se ainda houver alguém por aí...),

Há muito que não publico nada, eu sei... Mas andei a passar por um período muito complicado da minha vida. Mas o que importa é que vou voltar a trazer-vos alguns textinhos e tal para lerem. E onde vais tu agora arranjar tempo de um momento para o outro? perguntam vocês... Bem, acontece que tenho 30 e tal rascunhos guardados, sendo que a maior parte até são publicáveis mas que na altura ou por mania ou por serem devaneios das 5h da manhã foram ficando para lá...

Assim sendo, ando a agendar algumas publicações para que vos possa voltar a trazer algum conteúdo, ainda que talvez não tão interessante... são normalmente coisinhas mais pequenas porque são "devaneios da meia noite" mas pode ser que gostem...

Quando puder vou tentar passar por cá para vos ir dando alguns updates...
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Mais um mês mais um post para o ACMA. Para quem ainda não conhece o projeto pode informar-se nos meus posts anteriores (uma vez que ultimamente ando tão pouco ativa que não têm havido mais posts nenhuns por aqui).

Este mês decidi desafiar-me a fazer um post mais fotográfico uma vez que adoro fotografia e raramente faço posts desse género por aqui. Espero que gostem... Ah, e desculpem lá o header do post mas estamos numa época também dada aos excessos e por isso deixei-me entusiasmar um pouco.

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Mais um mês, mais um post para o projeto A Cultura Mora Aqui. No último post falei um pouco sobre o projeto para quem quiser saber um pouco mais. Este mês o tema é a Infância e como tal vou apresentar-vos alguns filmes que acho que todas as crianças deviam ver, aliás, todos deviam ver, porque não devemos deixar morrer a criança que vive em nós e, acima de tudo, devemos sempre (re)lembrar os ensinamentos mais simples que quando esquecemos muitas vezes pomos de lado.
Um pequeno áparte: este post estava agendado para dia 28 mas algo aconteceu e ele magicamente desapareceu. Por isso estou a escrevê-lo pela segunda vez e um pouco à pressa porque estou em altura de testes. Peço compreensão por alguma gralha ou problema técnico.
Então hoje escolhi 5 filmes que, na minha opinião, transmitem valores importantes que todas as crianças devem ver e rever, as vezes que quiserem, e pelos quais nem os graúdos se vão cansar de ver.

Então aqui vamos nós... Curiosos?
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Quem aqui é que já conhece o projeto A CULTURA MORA AQUI? Para os que conhecem, como eu, de certo já perceberam que é um projeto com imenso potencial e que tem como objetivo expandir um pouco aquilo de que se fala na blogosfera, ou de dizer aquelas coisas que se calhar todos pensamos acerca de certos temas mas que acabamos por nunca escrever sobre eles. Para os que não conhecem, bem ficam agora a conhecer! Eu decidi aderir também como uma maneira de escrever sobre temas mais variados por aqui.

So... let's get started!

Este mês o tema escolhido foi viagens, por isso é sobre isso que vos escrevo! Mas talvez se surpreendam com o conteúdo deste post. Por isso continua a ler para descobrires tudo!
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Por muito que gosto de escrever, e tenha muita coisa a dizer sobre muitos assuntos, nunca sei bem sobre o que escrever por aqui. Por vezes sinto que não é adequado, outras simplesmente não tenho imaginação.

Desta vez decidi mostrar-vos um texto que escrevi para a aula de português e que recebeu muitos elogios da professora, sobre o uso que os seres humanos fazem da razão.

O Homem é um ser particular em muitos aspetos, mas todas as suas características ímpares devem-se sobretudo ao facto de ser detentor de uma capacidade única: o uso da razão. O Homem é o único ser capaz de pensar, de agir com racionalidade e é isso que o faz reinar entre todos os outros seres.
Esta capacidade singular tem sido utilizada ao longo dos tempos para concretizar grandes feitos.  Desde a invenção da escrita e da fundação das primeiras cidades, até às grandes obras da engenharia moderna, foram inúmeros os momentos de brilhantismo que ficam para a história da evolução da nossa sociedade. 
Enquanto sociedade inteligente esperaria-se que com a mesma mestria com que se cruzaram oceanos, se erradicaram doenças, e se deram os primeiros mergulhos no oceano intergalático, fossemos também capazes de ultrapassar as barreiras interculturais, irradicar o preconceito e desfrutar do conhecimento e da experiência de provêm dessas diferenças.
Mas apesar de toda a razão, de todos os anos de aprendizagem, experiência e evolução, entre todos os obstáculos que se nos opõem, aquele que nos impede de evoluir ainda mais, somos nós. O Homem constitui, a meu ver, o seu maior inimigo. As guerras que ainda hoje continua a travar, cada vez mais devastadoras e sangrentas, impedem que evoluamos ainda mais. 
Talvez não sejamos um ser tão racional quanto julgamos, talvez o nosso lado mais animal, mais irracional ainda nos domine, pois apesar da nossa racionalidade notória, em parte, continuamos a ser os mesmos seres primitivos de há dois milhões e meio de anos.
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...quem é que já começou as aulas? As minhas são só dia 19 e só ontem é que comecei a organizar as coisa... e por aí como estão as coisas?
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Desculpe, a ausência... já lá vai quase um mês. Entre voluntariado, saídas com amigos, telemóvel morto, nokia da idade da pedra, e-mail bloqueado, telemóvel novo, desgostos e desencontros amorosos, cadernos novos, pais em casa e muitas gargalhadas, estou de volta.

A escolinha começa dia 19, graças a Deus que é o mais tarde possível. Provavelmente no próximos tempos isto vai ter ar de biblioteca porque a única coisa que tenho feito nos últimos tempos foi ler livros e as ideias para posts andam raras.

Espero que o vosso verão tenha sido bom, inicia-se agora mais um ano de aulas (de trabalho para outros tantos). Sorriam, que a vida anda é para a frente.
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Margarida. 17 anos. Setúbal, Portugal.

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