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Flor do Mar

Talvez pensem que sou uma rapariga solitária, pelo que escrevo por aqui, mas os meus (verdadeiros) amigos sabem que sou eu quem normalmente liga ou manda mensagem a dizer "temos de ir beber um café" ou "vamos comer um gelado" que é a minha maneira de dizer "estou cheia de saudades tuas".

Talvez no passado me tenha querido isolar o mais possível de tudo e todos (ainda há dias em que quero, é normal) mas com o tempo e a vivência aprendi que rodearmo-nos das pessoas de quem gostamos faz bem e é mais terapêutico que qualquer droga receitada por um médico.

Por isso nada de "Ah, devo estar a incomodar" e "Ah sou uma chata"! Se forem mesmo vossos amigos, o mais certo é também terem saudades vossas e, afinal, o pior que pode acontecer é ouvirem um "Desculpa mas ando cheio de coisas, não vai dar" mas se a pessoa gostar mesmo de vocês, o que vai dizer é "olha porque é que não combinamos antes para dia X, depois da minha frequência?!". Se a pessoa não mostrar interesse em estar com vocês então não é vosso amigo e nem é alguém valha realmente a pena ter na vossa vida.

Porque sabe tão bem estar uma hora ou duas à conversa num bar perdido de esquina a beber um café ou chá ou até mesmo uma somersby com um amigo enquanto se conversa... podem ser grupos ou só eu e tu, e sabe sempre bem, sabe sempre a família, sabe sempre a um aconchego da alma.

Nem sei bem de onde é que este post veio, mas senti que devia partilhar.

















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Há muito tempo que não consigo escrever. Há demasiado, para dizer a verdade. Mas talvez esse seja um efeito secundário desta minha depressão. Deixo também aqui explícito que a partir deste dia sei que não escrevo apenas para desconhecidos e amigos virtuais, a partir de hoje sei que estou também a escrever para a minha irmã de 12 anos (meu amor, peço-te desculpa por tudo o que eventualmente já leste acerca de mim e que não sabias até aí. Desculpa porque te amo e não queria que soubesses, não queria que sofresses).

Mas decidi que hoje é dia de falar a minha verdade. Hoje é dia de explicar a minha pessoa (sobretudo a ti, porque sei que esta é a conversa que nunca conseguiremos ter). Hoje é dia de clarificar o que sou e o que sinto, porque já o devia ter feito há mais tempo, porque ao descomplicar os sentimentos, ao po-los por escrito, estou também a descomplexá-los na minha cabeça. É como se saísse do meu corpo, deixasse de ser eu o problema, e passasse a olhá-lo a partir de fora, como se olhasse para outra pessoa.


Mal sabia eu o que estava por vir...
... não foi culpa de ninguém!


Há coisas que estão geneticamente destinadas a acontecer... e a depressão foi só mais uma característica que veio impressa no meu genoma tal como os meus olhos castanhos e o cabelo ondulado.

Inicialmente era só um sussurro que vinha lá do fundo de um recanto sombrio e longínquo. Mas com o tempo esse sussurro foi-se transformando numa voz segura, já não estava num recanto longínquo. Disse-me que me afastasse dos outros, que só lhes causava sofrimento, que todos estariam melhor sem mim, e eu, coitada, com 12 anos fui acreditando e obedecendo.


Durante anos culpei-me por tudo...
...hoje sei que não podia ter feito nada!


Entre o início e o agora passaram já muitos anos. Muitos anos, muitos traumas, muitos choros, muito sangue, muitas cicatrizes, muitas zangas e sobretudo muitos pensamentos. Já tomei comprimidos e eventualmente acabei por ser diagnosticada com depressão (já tardiamente) em certa altura.


Mas o que é a depressão?


Ter depressão não é "fazer-se coitadinho, vítima" e não se cura por "mudar o olhar sobre a vida", e também não é só estar triste durante uns dias por alguma razão em concreto.

Depressão é algo bem mais complexo do que isso.

A depressão é, para mim, um turbilhão de sentimentos e emoções negativos que me tomam de uma maneira incontrolável e avassaladora. Há dias em que a simples tarefa de sair da cama e cumprir a rotina matinal se traduz numa dor acutilante que me paralisa. E tudo isto por razão nenhuma. Abrir os olhos pela manhã e sentir-me como se não os tivesse fechado durante toda a noite. É um cansaço da alma sem qualquer explicação fácil.

Mas não é constante. Tem fases. Altos e baixos, consigo parecer bem a grande maioria do tempo. Mas isso não quer dizer que esteja tudo bem, e temos de parar de dizer que só está deprimido quem quer. Sim, consigo controlá-lo, às vezes... nem sempre. Aprendi a desenvolver mecanismos de "sobrevivência", o que não impede que a doença lá continue.

E peço desculpa se isto foi só mais uma dissertação sem sentido... mas precisa de expor aqui isto. Obrigada.
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Descobri que hoje é o dia internacional para a prevenção do suicídio. Este dia existe desde 2003 e todos os anos é escolhido um lema. O de este ano é preventing suicide: reaching out and saving lifes que significa qualquer coisa tipo prevenir o suicídio: estender a mão e salvar vidas.

Deixo-vos aqui uma descrição apresentada no site oficial Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP).
No ano de 2000 estima-se que 815 mil pessoas cometeram suicídio em todo o mundo representando uma morte a cada 40 segundos. O suicídio é a 13ª maior causa de morte no mundo. Entre aqueles com idade entre 15-44 anos, ferimentos auto-infligidos são a quarta causa de morte no mundo e a sexta maior causa de problemas de saúde e deficiência. 
Mas mortes por suicídio representam apenas uma parte do problema. Além do número de mortes por suicídio, muitas mais pessoas fazem tentativas não-fatais para acabar com as suas vidas ou prejudicar-se, muitas vezes a sério o suficiente para exigir atenção médica. Além disso, para cada morte por suicídio há muitos sobreviventes; as suas vidas são profundamente afetadas emocional, social e economicamente. (...)
Entre os países que relatam suicídio, as maiores taxas de suicídio são encontrados em países da Europa Oriental e as taxas mais baixas são encontradas principalmente na América Latina, em países árabes e em alguns países asiáticos. (...) As taxas de suicídio não são distribuídas igualmente por toda a população em geral. Globalmente, as taxas de suicídio tendem a aumentar com a idade. As taxas de suicídio são maiores entre homens do que mulheres. No entanto, a diferença entre os sexos nas taxas de suicídio é menor nos países asiáticos do que em outras partes do mundo.

#5Hthrowback #tbt today is world suicide prevention day - we love sharing our lives & stories with you, please stay around to share yours with us. we love you.
Posted by Fifth Harmony on Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Esta é uma situação que a mim me é um tanto quanto sensível. Todos temos as nossas fases más, e as nossas fases boas, mas depois, há quem também tenha as fases muito más (a estas fases muito más, nem todos têm direito, felizmente). Bem, eu tive direito a uma fase dessas. Tive, e ainda estou a ultrapassá-la. Aos 13 anos comecei aquilo que foi a escavação de um poço para me afundar. Mais, e mais... e não parava, até ao dia... o dia precisamente antes de fazer 15 anos. O dia em que fiz uma promessa a mim mesma. O dia em que prometi que não me ia mais cortar nem magoar, prometi que ia destruir todas as cartas de despedida guardadas, prometi que não ia mais tocar num cigarro e acendê-lo, prometi que não ia deixar que os outros me rebaixassem, prometi que não ia ser alguém que não era para agradar aos outros, prometi que ia ser eu mesma. Prometi que ia sobreviver a essa fase... bem, e posso dizer que sobrevivi. Ainda estou a trabalhar nisso, mas acredito que com força de vontade e ajuda dos que nos rodeiam, podemos tudo!

Para aqueles que talvez estejam a passar por uma fase muito má


Para aqueles que tenham amigos que possam estar a passar 
Margraida
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Margarida. 17 anos. Setúbal, Portugal.

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